Gerson Brito
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Gerson Brito

A SOBERANIA NÃO SE CURVA: RESPOSTA À CARTA DA SUBMISSÃO DO SENADOR FLÁVIO BOLSONARO


Por: | 03/06/2026


    ​O papel de um senador da República é defender a Constituição, a soberania e a dignidade do povo brasileiro. Infelizmente, a recente carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro a uma autoridade estrangeira faz exatamente o oposto: coloca o Brasil de joelhos e terceiriza o nosso destino para Washington.

​Apelidar esse episódio de postura de "sabujo" ou rebatizá-lo como "Tariflávio" não é mero debate político; é a constatação de um complexo de vira-lata institucionalizado que fere o brio e a autonomia de nossa nação.

​1. Uma Humilhação em Praça Pública Internacional

    ​Pedir "clemência" econômica a outra potência, enquanto se sabota a imagem do próprio país no exterior, é um ato de profunda humilhação para os cidadãos brasileiros. O Brasil é a maior economia da América Latina, um gigante agrícola, industrial e cultural. Não somos um protetorado americano e nem devemos agir como tal.

​O destino, a economia e os rumos políticos do Brasil devem ser decididos nas urnas e no debate público brasileiro — pelo povo brasileiro —, e não nos gabinetes da Casa Branca ou do Departamento de Estado americano.

​2. O Ataque à Soberania Nacional

   ​Ao aplaudir a interferência de um governo estrangeiro em questões de segurança pública interna e ao usar as dificuldades econômicas do país como moeda de troca para angariar apoio político externo, o senador cruza a linha da diplomacia e entra no terreno da submissão.

​Segurança Pública: Facções criminosas são um problema grave que o Estado brasileiro tem a obrigação e a capacidade de combater. Celebrar que outra nação dite as regras sobre o nosso território é abrir mão da nossa soberania jurídica.

​Economia: Negociações comerciais devem ser feitas de Estado para Estado, com base na reciprocidade e nos interesses nacionais, e não por meio de cartas de súplica que imploram para "não sermos taxados".

​3. A Política Acima do País

​A carta deixa claro que o foco não é a proteção do trabalhador brasileiro, mas sim a antecipação de uma agenda eleitoral pessoal. 



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