Antonio Caldas
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Antonio Caldas

Quinto dos Infernos

Por: | 04/06/2026

“Quinto dos infernos”

 

Alerto que, em tempos recentes, estamos vendo e vivendo períodos de estupidez e turbulência que abalam os alicerces da nossa jovem democracia. Vejamos: não bastasse o golpe de Estado que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, 2013, e, mais recente, o aperfeiçoamento de uma nova tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023. Agora, com o calor exorbitante, temperatura máxima, escândalo do Banco Master, o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, vai aos EUA entregar, gratuitamente, a Donald Trump a soberania nacional. Ou seja, consolidar o golpe por meio de colaboração estadunidense.

 

“Quinto dos infernos”: a história que envolve o surgimento dessa expressão remete ao século XVIII, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal. Durante esse período, a exploração de ouro nas Minas Gerais destacou-se como uma das principais atividades econômicas, despertando o interesse da Coroa portuguesa, que impôs rígidos sistemas de arrecadação de impostos. O “quinto”, correspondente a 20% do ouro extraído no Brasil, era cobrado pela Coroa de Portugal.

 

O tempo saltou e, nos dias atuais, algo parecido aconteceu com a entrega da soberania nacional brasileira aos EUA, pelo pré-candidato à presidência da República 2026, Flávio Bolsonaro. Aí, pontua-se que estamos diante da clara repetição da história, ora como farsa, ora como tragédia. Abro um parêntese para reafirmar que Flávio Bolsonaro deve ser considerado o delator de Inconfidência Mineira, Joaquim Silvério dos Reis. Traidor da pátria.

 

Caldas

 

 


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