“Quinto
dos infernos”
Alerto
que, em tempos recentes, estamos vendo e vivendo períodos de estupidez e
turbulência que abalam os alicerces da nossa jovem democracia. Vejamos: não
bastasse o golpe de Estado que culminou com o impeachment de Dilma
Rousseff, 2013, e, mais recente, o aperfeiçoamento de uma nova tentativa de
golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023. Agora, com o calor exorbitante,
temperatura máxima, escândalo do Banco Master, o pré-candidato à presidência da
República, Flávio Bolsonaro, vai aos EUA entregar, gratuitamente, a Donald
Trump a soberania nacional. Ou seja, consolidar o golpe por meio de colaboração
estadunidense.
“Quinto
dos infernos”: a história que envolve o surgimento dessa expressão
remete ao século XVIII, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal. Durante
esse período, a exploração de ouro nas Minas Gerais destacou-se como uma das
principais atividades econômicas, despertando o interesse da Coroa portuguesa,
que impôs rígidos sistemas de arrecadação de impostos. O “quinto”,
correspondente a 20% do ouro extraído no Brasil, era cobrado pela Coroa de
Portugal.
O
tempo saltou e, nos dias atuais, algo parecido aconteceu com a entrega da
soberania nacional brasileira aos EUA, pelo pré-candidato à presidência da
República 2026, Flávio Bolsonaro. Aí, pontua-se que estamos diante da clara
repetição da história, ora como farsa, ora como tragédia. Abro um parêntese
para reafirmar que Flávio Bolsonaro deve ser considerado o delator de
Inconfidência Mineira, Joaquim Silvério dos Reis. Traidor da pátria.
Caldas
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