Gerson Brito
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Gerson Brito

FLÁVIO BOLSONARO É UM CALABAR, UM SILVÉRIO DOS REIS,UM LESA PÁTRIA


Por: | 04/06/2026


     A história brasileira é  cíclica, e quando o assunto é a quebra de confiança e a traição aos ideais coletivos, a memória nacional recorre quase que instintivamente aos seus fantasmas mais conhecidos. Chamar alguém de "Calabar" ou de "Silvério dos Reis" não é apenas uma ofensa comum; é uma condenação histórica, um carimbo de infâmia que ecoa desde o Brasil Colônia.

​Dizer que "Flávio é um calabar, é um traidor, é um lesa-pátria, é um Silvério dos Reis" é evocar os arquétipos máximos da perfídia na nossa cultura:

  ​O estigma de Calabar: Domingos Fernandes Calabar, que durante as invasões holandesas mudou de lado, virou sinônimo histórico daquele que entrega os planos, que facilita a entrada do inimigo e que sabota os seus por interesses próprios ou por pura covardia.

​A sombra de Silvério dos Reis: Joaquim Silvério dos Reis, o homem que delatou a Inconfidência Mineira e entregou Tiradentes em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa portuguesa. É o traidor clássico, aquele que convive, janta na mesma mesa, mas vende os aliados pelo preço certo.

​   Quando essas figuras são invocadas para descrever as ações de alguém no cenário contemporâneo, o peso das palavras vai além da política cotidiana. Trata-se de uma acusação de crime de lesa-pátria — o ato de atentar contra a soberania, a segurança ou o próprio povo de seu país. É a percepção de que a lealdade foi rasgada e de que os interesses pessoais ou de grupos ocultos foram colocados acima do bem comum. No tribunal da opinião pública e da história, poucos rótulos são tão difíceis de apagar quanto o de quem escolheu o papel de traidor.




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