Hildeberto Barbosa
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Hildeberto Barbosa

Poema: É como se me ultrapassasse

Por: | 17/05/2024

Pensamentos Provisórios

Tenho plena convicção de que quando escrevo, principalmente um poema, as palavras não condizem exatamente com as minhas intenções. Sinto que falo mais ou falo menos, ou falo de forma lateral, flexível, duvidosa, incerta no seu sentido ou direção. É como se me ultrapassasse. Fosse além dos meus limites idiomáticos. O poema é um texto, portanto, um tecido. Uma costura de subtextos nem sempre explícitos, edificado sobre alicerces imponderáveis aos quais nunca se tem acesso inteiramente. O que digo serve, em especial, para o leitor. O leitor atento não se fia tão somente na aparência das palavras. No seu grafismo, na sua eufonia, na sua arrumação sintática. Nunca lê apenas o que elas revelam, porém, lê, sobretudo, o que elas ocultam.


FONTE: Facebook - Acesse

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