É BRABO SER MULHER NO RS - Por Carla Carreta

É BRABO SER MULHER NO RS - Por Carla Carreta
22/02/2026

  É brabo ser mulher no RS. Difícil sobreviver. Ou como diria um amigo, é duro nadar de poncho e mergulhar de guarda-chuva aberto. 

 Estamos já com 18 feminicídios nesses menos de 60 dias de 2026. Mas não é só isso, aproximadamente 1400 mulheres morrem de câncer de mama aqui no RS todo ano. Somos potência, tchê, o estado do relho é medalha de bronze, terceiro lugar em mortes por câncer de mama no país. E por que tanta maternidade fechando?

Por que a vida das mulheres deixou de ser prioridade? 

  Seja quem for o próximo governador ou governadora do RS, precisa ser alguém que se importe, que faça algo de fundamento com relação às mulheres. Criar uma secretaria, já criamos, no governo Tarso, do PT. Depois, veio o governo do polenta e fechou. Aí veio o Leite 2 e retomou. Mas Leite quando foi prefeito de Pelotas andou sorteando quem morria e quem não morria de câncer (pesquisem), portanto, ele não conta, não se importa, lamentou até agora a morte de uma dessas 18 mulheres, porque era da mesma ala política dele e era servidora do Estado. 

 Eu gostaria que cada candidato e candidata apresentasse um plano de ação com a meta de zerar os feminicídios no RS. É difícil, mas não é impossível. Metas, ações, segurança, é disso que precisamos. Leis mais punitivas também, governadores podem propor leis, claro que o código penal é com a União, mas os estados podem propor mudanças na lei penal junto à União e podem legislar localmente sobre o sistema penitenciário, sobre o cumprimento das penas, sobre a segurança das mulheres, que é de responsabilidade do Estado. Se o Estado investisse em comprar as benditas tornozeleiras, por exemplo, a Brasília Costa poderia estar viva agora, ou acham que ela se aproximaria de um cara com tornozeleira, iria viver com ele se soubesse que ele tinha matado a própria mãe? Segurança pública é antes do feminicídio acontecer. Govenadores podem sim tomar atitudes mais drásticas quando a vida da população está em risco. Quando é para aumentar o ICMS, por exemplo, eles legislam rapidinho e com uma mão nas costas.


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