
Entre "encontrar" lideranças, e "fomentar" lideranças, existe uma distância como da Terra em Marte.
Lula sempre foi um líder muito centralizador no sentido político. A força eleitoral dele é tão grande que, dentro do PT e até fora dele, muitas estratégias acabam girando em torno do seu nome e ele gosta muito. Isso naturalmente dificulta o surgimento de lideranças com o mesmo peso, porque qualquer sucessor inevitavelmente ficará à sua sombra. Por outro lado, o PT se acomodou em recorrer a ele, sempre fazendo papel de bombeiro de plantão.
Por outro lado, não se pode dizer que ele nunca criou ou incentivou lideranças. Ao longo dos anos, o PT projetou nomes importantes que tiveram protagonismo próprio — como Dilma Rousseff (que ele escolheu e viabilizou eleitoralmente), Fernando Haddad, Jaques Wagner, Rui Costa, entre outros, porém, não há um trabalho no sentido de fazer essas lideranças alcançarem projeção nacional, são com muita dificuldade, "lideranças locais".
A verdade nua é crua é que o PT, em 46 anos, nunca investiu pesado na formação de novas lideranças de forma sistemática e eficaz, visando um futuro sem Lula. No dia em que Lula morrer, o futuro do PT estará no vácuo político, dificilmente irá se recompor.
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