GEOPOLÍTICA MUNDIAL / Por Raimundo Silva

GEOPOLÍTICA MUNDIAL / Por Raimundo Silva
25/04/2026

    É necessário pensar e refletir muito sobre os acontecimentos políticos que movem a geopolítica mundial, em especial, os que movem a política expansionista dos EUA. Estas, que se expressam nas guerras de intervenção militar de Donald Trump, nos países nos quais os interesses movidos são, nada mais nada menos, meramente estratégicos para a manutenção da máquina capitalista do país. E que carrega em si, eis onde mora o perigo, um caráter nitidamente religioso. Ele, o Trump, como se sabe, é do Partido Republicano cuja base, em boa parte, já há tempos vem propugnando pelo fim dos tempos por meio de uma intervenção divina. O ápice da loucura dessa gente, cuja dissonância cognitiva chega ao extremo, é que boa parte dela têm a certeza de que Deus a poupará desse sofrimento final. Dorrit Farazin, num artigo seu no jornal O Globo intitulado Narcisos Malignos, faz uma citação precisa e para uma profunda reflexão, tirada da peça “Rei Lear”, de Shakespeare, na voz do Conde de Gloucester, que diz: “É a desgraça destes tempos que os loucos guiem os cegos”. Pensem na profundidade e atualidade dessa frase! E isso se encaixa à perfeição nas mentes enlouquecidas dos que se movem apenas pensando nos seus interesses e esquecendo de que existem outros mundos, que também pensam, que também existem e que também precisam sobreviver, e ainda, sem essa cegueira ideológica e religiosa que dá o tom da politica intervencionista do império americano. O Armagedon, que, como se sabe, é o momento do grande e último embate entre o bem e o mal, entre as forças que representam as trevas e aquelas que representam a luz. Enfim, o apocalipse, a batalha final que aponta para o fim da humanidade na terra. Vejam o perigo que é esses senhores da guerra se sentirem ungidos pela providência divina e chamarem para si a responsabilidade perante a história de livrar o mundo daquilo que eles consideram o mal. Lembremos, para nossas reflexões a respeito disso, que o próprio Trump se autodenomina um Deus. Asim, o que nos resta é orar, mas com as lutas de resistência. Que boa parte do mundo, em especial os democratas, se una em torno da paz, pois somente ela na forma de uma resistência coletiva será capaz de parar os loucos.


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