
Victor Leonardi deixou este mundo há quase cinco meses e sentimos muito sua ausência. Era uma pessoa muito querida, cultivava a amizade onde quer que estivesse, com sua escuta atenta e respeitosa, seu bom humor. Sabia valorizar cada ser humano.
Movido por um imenso senso de justiça (era libriano) e compaixão pelo sofrimento alheio, buscou a vida toda contribuir para a construção de um mundo melhor, mais humano e solidário.
Ler – escrever – viajar, esse era o tripé por meio do qual ele empreendeu sua jornada pelo mundo. De suas viagens fazem parte os oceanos, as florestas, as montanhas, os vulcões, as savanas, os glaciares, os desertos, mais de 80 países e, também, salas de teatro, cinemas, clubes de jazz, bibliotecas antigas, livros raros, laboratórios, sítios arqueológicos, observatórios astronômicos e povos indígenas.
A palavra escrita, o texto, o livro, ser escritor – esse era o ofício que mais o alegrava e deu um sentido para sua vida – como ele registrou em seu livro de memórias, ainda inédito, “Equilíbrio desequilibrado”:
“(...) às vezes sinto que escrever é minha missão, minha forma de praticar solidariedade, como se o Infinito quisesse que eu fosse assim, pensador independente, navegante sem rumo, que vive à deriva em busca de um mundo mais fraterno do que este, um mundo que meu pensamento pode ajudar a construir.”
Victor Leonardi foi um historiador, professor, poeta, escritor, filósofo, pensador da cultura, roteirista, viajante, um homem-ideia, sempre com novos projetos na cabeça.
Fez muitas pesquisas e produziu conhecimento ao longo dos seus 83 anos de vida escrevendo ensaios, poesia, romance, ficção, peça de teatro, roteiros para cinema, ficando uma parte de sua obra ainda inédita.
Victor Leonardi estará sempre presente na vida daqueles que o conheceram, o admiravam e com ele conviveram, seja em sala de aula, nas longas conversas de bar, viajando com ele a bordo do seu tapete voador, brindando a vida com uma boa taça de vinho.
Seguiremos aqui reverenciando sua memória, sua vida e sua obra.
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