ARGENTINA/ Por Elaine Tavares

ARGENTINA/ Por Elaine Tavares
14/05/2026

  Mais de um milhão de pessoas foram às ruas ontem, na Argentina, em protesto contra novos cortes do governo no orçamento das universidades públicas. O ajuste oficializado por Javier Milei na segunda-feira, faz parte de um pacote que atinge também outros setores da educação, da saúde e obras públicas. São quase três bilhões de pesos a menos para custear os serviços públicos. A medida de corte foi tomada para garantir a meta de superávit acordada com o FMI.

 Nas universidades, a mobilização tem sido intensa e culminou com esta marcha federal realizada ontem, na qual professores, estudantes e população em geral exigiram que Milei cumpra a lei que determina a atualização dos recursos pela inflação. Segundo os manifestantes a situação nas universidades é dramática, visto que no governo Milei atingiu o menor nível de investimento da história. Desde 2024 tem havido pressão junto ao Congresso que até chegou a definir uma lei, mas sem cumprimento por parte do governo.

   A multidão que foi às ruas nesta terça-feira centrou foco na universidade, mas outros cortes definidos também estão indignando os argentinos. No pacote baixado para atender o FMI estão incluídos redução de subsídios e aumentos tarifários, diminuição de recursos para o uso racional e eficiente da energia, cortes de verbas em obras como pavimentação de estradas, saneamento e água, corte no Fundo de Compensação Salarial Docente, no Plano Nacional de Alfabetização, nos programas de tratamento de câncer, na defesa e na infraestrutura das universidades.

O corte global soma 2,5 bilhões de pesos e afeta também as províncias e municípios. A vida que já anda bem ruim na Argentina tende a piorar.


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