
Eis-me aqui diante do meu destino. Como será? Não tenho respostas para o que não me cabe saber. Hoje é o tempo. Lá, há um ano atrás para aonde vou em pensamentos, foi um outro tempo. Entrelaçaram-se, se abraçaram e caminharam juntos e juntos estão até hoje na dimensão desse corpo como “uma grande razão, uma multiplicidade com um único sentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor”, para lembrar aqui das palavras de Nietzsche. Ano passado, quando o mundo parecia desmoronar nem um mililitro de lágrimas. Ria, ria e ria. Até daquela mocinha tão linda e meiga que todas as noites passava ali para regar as sementinhas das utopias que existem em mim. Nasci, renasci, levantei, caminhei e olhei com esperanças para um velho novo sentido: o da vida que para ser verdadeiramente vida, ela tem de continuar. Uma vida sem desperdício de nada, ao contrário, o do acúmulo dos sonhos e das esperanças que já estavam em mim. Sei que faço parte, e me orgulho disso, de uma legião dos últimos sonhadores, românticos de corpo, alma e espírito e dos que acreditam num novo mundo, e que é possível. Dos que querem ser a paz que eles querem ver no mundo, como sugeriu Ghandi. Segue a viagem, onde nada é inútil e a sede por amor, pelo bem e pelos desejos parecem querer rumar para a imortalidade. Sigo com Fernando Pessoa: “Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias”.
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