
Circula na rede um vídeo do governador de Santa Catarina batendo boca com mulheres indígenas. Primeiro ele manda um genérico “vai pra put. Que pariu”, que surpreende até um de seus assessores. Depois, olhando nos olhos de uma das mulheres pergunta, sem pejo: “a senhora não quer ir à merd...?” É algo que seria inimaginável se não fossem os tempos de hoje tão sombrios e eivados de autoritarismo. Para quem apoia esse tipo de gente, a coisa é muito normal. Não há nada de errado em um governador expelir tanta violência contra o povo indígena, afinal, o senso comum acredita mesmo que os indígenas só “atrapalham” o progresso.
É o mesmo que acontece com toda essa mesma gente que segue balançando a bandeira de Israel, apoiando o genocídio explícito, o assassinato sistemático de crianças. Para eles, os palestinos não são gente. Merecem morrer. É singelamente natural.
Também aparece como natural, em plenos tempos “democráticos”, um governo entrar em outro país e sequestrar o presidente. Os motivos são válidos, afinal, o presidente é um “ditador”, afirmam.
A parada é simples: nada mais é questionável. Nada mais é absurdo. Toda a violência, toda a repressão, o assassinato, a tortura, tudo é visto como muito bom por uma gente que se considera “povo eleito”.
A mim resta o estupor. Só mesmo uma revolução...
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