Mirtzi Lima Ribeiro
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JAMAIS


Por: | 10/04/2026


    Jamais, é sempre tempo demais. As circunstâncias, assim como o nosso próprio entendimento, poderão se modificar através da

ampliação da nossa compreensão e percepção.

Custei a acreditar que meus hábitos racionais poderiam ter exceções, como abraçar cenários desconhecidos, optar pelo inexplicável, em uma clara incoerência injustificável sob o ponto de vista de qualquer lógica. Foi então que compreendi que é inerente à vida correr riscos e sem eles, se perde a ocasião de experimentar sensações e experiências antes jamais vislumbradas.

     É uma pena quando pessoas talentosas se iludem com o que é frívolo e descartável. Perderá tanto os frutos de seu dom, quanto jamais logrará o real sentido da realização.

O fluxo da vida é uma teia que toca a tudo e a todos. E é nessa conexão dinâmica que os eventos jamais serão aleatórios, apresentando sincronicidades que alinham as histórias do mundo.

    É a vontade de seguir em frente que me move e me anima a jamais baixar a cabeça e, sempre, abraçar o desconhecido dia de amanhã.

Se a espécie que se diz ‘humana’, conseguisse em sua comunicação ser clara com empatia, sincera com cortesia, inofensiva com compreensão, verdadeira sem subterfúgios ou crueldade, jamais teríamos tido guerras, desentendimentos, comunicação equivocada ou ausência dela. Em consequência, teríamos conquistado mais envolvimento genuíno entre as pessoas, amor ao próximo, civilidade e relações de cooperação e parceria .       Logo inexistiria desigualdade social, mentiras, meias-verdades ou omissões, fome ou miséria e segregação. Com isso, o respeito balizaria os interesses difusos.

Ver milhares de borboletas dançando é lindo. Mas, jamais poderemos esquecer do período em que lagartas comiam as folhas do jardim. As lagartas da borboleta amarela são pequenas e não causam tanto dano, diferente das borboletas maiores. Ver e perceber o movimento nos jardins é um enlevo indescritível.

   Hoje, no meu jardim, vi a dança de milhares de borboletas amarelas.

Deduzimos que a realidade de cada pessoa não é e jamais será estática, porque ela se constrói degrau a degrau, grão a grão, momento a momento. É preciso sair das almofadas do conforto para estar apto a entrar nesse fluxo cambiante constante. Do contrário, estagnaremos, adoeceremos, ficaremos obtusos, teremos a mente bloqueada para exercer seu papel dinâmico, pulsante e inerentemente helicoidal.

    Entretanto, hábitos se tornam difíceis de modificar quando o indivíduo envolvido encara essa mudança como um obstáculo, ou então, banaliza a própria necessidade de se transformar.








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