Preciso
voar.
Quero
voar, mas não tenho asas; preciso conhecer os trópicos do meu país, pesquisar
as plantas e suas raízes, tenho que voar. Não, não, não quero voar em mísseis
assassinos que matam ao vivo e a cores. Várias são as vítimas que morrem ou
ficam mutiladas sob os escombros da ignorância humana. Tenho que voar alto e
rápido para aconselhar os homens desprovidos de fé; conclamar ao pai celestial
que abrande as mentes insanas e doentias pela cor do vil metal. Preciso voar.
Sei
que não sou digno de mitigar a compaixão face a face com o Criador. Se pudesse,
compraria a passagem, mesmo não sabendo o endereço, pois há razões e razões
para tal fim. Não pretendo, nem devo cruzar os braços diante das atrocidades
humanas. Por favor, deixe-me sonhar meu sonho sozinho! Preciso sonhar. Em nome
de quem se deve matar? A quem serve o sangue derramado? Seria para os ímpios,
cavalheiros do apocalipse, lavarem suas mãos em lousas de sangue? Preciso voar.
Homens,
mulheres, roguem a Deus pelo sofrimento dos inocentes vitimados pela sórdida
sanha perversa dos homens monstros, palhaços macabros. Não, não quero morrer
sem gritar, gritar e gritar o grito libertário para conscientizar nações, povos
de que a humanidade está se desumanizando. Quer voar comigo?
Caldas
Todos os campos são obrigatórios - O e-mail não será exibido em seu comentário