Antonio Caldas
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Antonio Caldas

Estado X facções

Por: | 13/05/2026

Estado X facções

 

 

A reportagem do Fantástico, no dia 10 de maio de 2026, deixou claro que as facções criminosas organizadas faccionaram o país com nítida clareza. Suas raízes fincaram-se em diversos territórios, ramificam-se como erva daninha, assumindo, por vezes, a ausência do Estado no controle da vulnerabilidade social com o povo. Processos em ascensão, provocando erosões contínuas e profundas nas instituições da República. Quero dizer que, quando o Estado deixa de olhar para fora, as organizações criminosas olham nos dois sentidos.

 

 

O tema mencionado acima é uma reflexão de interesse público. A ausência do Estado no transcorrer de processos ascendeu sentimentos evocativos das massas, mas os governantes não consideram as suas relevâncias. Essas cicatrizes sociais, que permanecem abertas e sem os curativos necessários urgentes, foram cooptadas pelas facções e grupos dissidentes até chegarmos ao exagero do escândalo do Banco Master com a influência de figurões da República. Um desatino administrativo burocrático, por falta de comando logístico inteligente, gerando conflitos políticos, ideológicos e religiosos, ao ponto de produzir uma crendice social que divide o povo em diferentes “Brasis”.

 

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Desde idos de 1970, assistimos à ascensão híbrida de organizações criminosas que, no lastro de processos, culminaram na formação de associações com estruturas logísticas de poder paralelo. O Comando Vermelho (CV) foi edificado nos presídios do Rio de Janeiro, assim como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, em 1990. Nos dias atuais, as estatísticas apontam números robustos de facções nas 26 unidades federativas e no Distrito Federal (DF). Daí, concluo, enxergando que no DF existem fortes indícios de que, nos assentos do Congresso Nacional, já transitam alguns desses figurões incrustados e de Bíblia nas mãos. Citar um caso da cidade portuária de Cabedelo/PB, noticiado no Fantástico, em 10 de maio de 2026.

 

Caldas

 

 

 


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