Renato Uchoa
Renato Uchoa
Renato Uchoa

O CHECHEIRO


Por: | 24/05/2026

O CHECHEIRO

Final da década de 1970, início da de 1980, os professores da rede estadual de ensino na Paraíba, destituíram em Assembleia a diretoria pelega da AMPEP/Associação do Magistério Público do Estado da Paraíba. Até hoje não consigo entender o motivo de não preservarem a Marca (AMPEP) da associação, que jogou um papel fundamental na luta contra a ditadura militar, que determinou, inclusive, a organização do funcionalismo em geral. Salvo engano, a greve de 1979, talvez o maior evento de luta que teve apoio integral da população paraibana, foi uma das primeiras do Brasil. Depois de Contagem e Betim, nos idos de 1968.  O governador à época, indicado pela ditadura militar, truculento, atendia pela graça de Tarciso Burity. Que manteve a suástica nazista no Palácio da Redenção. Construído em 1586, estilo barroco dominante. Situado na Praça dos Três Podres Poderes, invadida por 100 mil estudantes/trabalhadores/as  em 1987, em protesto contra a prisāo e espancamento de estudantes, na maioria, adolescentes. Anos depois convidamos um secretário da Educação para uma Assembleia Geral da categoria, na antiga sede da Ampep, situada à Rua Odom Bezerra, no centro de João Pessoa. O professor Zé Alves é testemunha, a jovem que alugava o corpo no Mercado Central afirmou sem pestanejar "O secretário é cheicheiro, trabalhei a noite toda  e no final ele deu o cano, não pagou. Melhor dizendo, deu um cheque sem fundo. Um cabra safado, sim senhor".

Os professores/as se apinham, no calor da luta que caracterizou a década, sem pé doido. A expectativa de melhorias na situação do magistério pululava nas nossas mentes irriquietas, de disposição de luta. A vinda do Cheicheiro nos preocupou, alguns amigos/as que avaliaram que o dito cujo levaria uma taca se agredisse o magistério, como fizeram os ministros da Educação das Trevas do Governo da Pólvora. Não deu outra, Edvaldo Careca, uma das principais lideranças da luta, com a Comissão de Segurança no ponto. O secretário Cheicheiro, na primeira frase de agressão expelida foi retirado, arrastado com eficiência, para não ter as costelas e a boca podre,   igual as dos  ministros truculentos da Educação do ladrão de joias, quebradas em plena Assembleia do magistério. Era assim, bateu levou.

   Alguém, por milagre, poderia informar sobre a produção científica destes abestalhados ministros da Educação de beiço de Templo de Periferia, patéticos, desinformados, fascistas incompetentes, alunos relapsos. Um deles desumano no processo que moveu contra o pai: um analfabeto incapaz de compreender o fenômeno educativo nos seus componentes básicos. Qual a autoridade moral e técnica que têm, quando viveram a vida toda  na mediocridade das trevas, para cortar um ponto de um servidor técnico ou professor das Universidades públicas, professores de todo o país, que em paralisação, reivindicam melhorias nas condições de trabalho? Enfrentam a repressão violenta das polícias fascistas, caso recente de São Paulo. Efetivamente produzem o conhecimento: ensino, pesquisa e extensão. Quem estes truculentos pensam que são? Esse vereador de São Paulo, que atende pelo nome de Lucas atacou os professores os chamando de vagabundos. À época, por aqui, teria saído direto na ambulância do SAMU. É parente do secretário Cheicheiro da Paraíba?Olha a cana analfabeto do preconceito e exclusão. Tanto lá, como cá, não valem o peido de uma gata, para o processo democrático.


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