Antonio Caldas
Antonio Caldas
Antonio Caldas

Ricos e pobres

Por: | 13/06/2026

Ricos e pobres

 

Já escrevi páginas e mais páginas, mas ainda não consegui compor a melodia da vida. Nas metrópoles, megalópoles, não encontrei empatia entre os transeuntes. Riquezas, vi em abundância, mas o estágio mísero das massas famélicas supera o brilho dos holofotes econômicos: ânsia de concentração de riquezas.

 

Percebi o quão distante é o tom e a cor do estado oficial em relação ao estado real, e como se comporta o grau de ascensão social e profissional entre o poder, o ter e o querer. A progressão social igualitária, teoricamente, só será possível com a socialização dos meios de produção.

 

Somos ricos pobres, porque ainda não aceitamos dialogar com a partilha igualitária dos bens de consumo. Exploramos a força de trabalho para obter os lucros exorbitantes, como se fôssemos ingênuos. A relação entre capital e trabalho é exageradamente especulativa e desumanizada. O acúmulo de riqueza de posse de poucos acarreta a ascensão do grau de miséria para muitos.

 

Quando exponho que já escrevi páginas e mais páginas, evoco a travessia de um processo longevo de experiência no granjear entre os meios e os extremos, numa convivência pacífica com as diversidades. Travessia em que acumulei ideias que me projetaram a observar pensamentos de renomados literatos da humanidade. Para tanto, tive que buscar refúgio nos alfarrábios da historicidade.

 

 Caldas

 

 


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