
A verdade e a justiça tardam, mas não falham. Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu um basta definitivo na impunidade ao condenar, por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. A condenação pelo crime de coação no curso do processo expõe as entranhas de uma das páginas mais vergonhosas da nossa história recente: o momento em que um parlamentar brasileiro usou dinheiro público para viajar aos Estados Unidos e conspirar abertamente contra as instituições do seu próprio país.
Enquanto recebia o salário pago pelo povo, Eduardo articulava nos bastidores de Washington, ao lado da extrema-direita de Donald Trump, para tentar sabotar e interferir no julgamento que justamente condenou seu pai pela trama golpista. O plano era claro: usar o peso de sanções estrangeiras e ataques aos ministros da Corte para blindar a família de seus crimes e escapar da lei. Uma afronta direta à soberania nacional promovida por quem sempre encheu a boca para falar em "patriotismo".
Essa condenação histórica, que também cassa seus direitos políticos por oito anos e o afasta de cargos públicos, deixa uma lição clara: o Brasil não aceita mais falsos patriotas que, na verdade, se comportam como verdadeiros traidores da pátria. Que a decisão do STF seja o início da prestação de contas definitiva com a democracia. A Justiça foi feita!
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