João Gomes
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João Gomes

JÁ HÁ POUCOS PARA AS TRINCHEIRAS


Por: | 26/06/2026


    Enquanto Zelenskyi "passeia" pelos países europeus pedindo "mais fundos e mais equipamento" e enviando drones e mísseis do Reino Unido para dentro do território russo (ontem foram mais de 700 que a defesa russa diz ter destruído com os seus sistemas aéreos)  tentando provocar o caos energético na Crimeia e noutras áreas russas, vão faltando homens nas aldeias, vilas e cidades que precisam de mão de obra agrícola para que os cereais - principal produto agrícola da Ucrânia - possam ser semeados e criar a hipótese - antes do final do ano - de crescerem, serem colhidos, e vendidos ao Mundo.

   Não há homens por que a maioria foi - com vontade ou sem vontade - para as trincheiras. Restam os velhos, as mulheres e as crianças - bem como os veteranos de guerra feridos e incapazes de servir as necessidades de Kiev - para as tarefas comuns de quem vive do que dá a terra. Isso tem provocado conflitos entre a população e as autoridades. Principalmente quando chegam os politicas e os membros do TCC para raptar mais alguns homens que eventualmente escaparam das últimas recolhas.

   Na aldeia de Gurivka do distrito de Kropyvnytsky as mulheres irritaram-se e fecharam a estrada. Os moradores protestaram por causa da mobilização dos homens e diziam: "Na aldeia só tem mulheres andando. Não há ninguém para trabalhar nos campos. Um homem foi mandado parar ontem à noite. Ele tinha todos os documentos, há menos de um ano passado não estava em busca. Mas ele foi levado. Em 15 minutos passou TCC e transportou-o para algum lugar. Ele tem mulher, filhos, pais em idade e doentes! "

    A manifestação durou várias horas. Depois a estrada voltou a ficar livre. O protesto terminou porque ninguém come sem trabalhar. Mas ficou a ameaça ás autoridades: "Voltemos, à estrada outra vez", acrescentou o comício. Apelaram ao TCC regional e à polícia da região de Kirovohrad para os deixarem em paz. Mas a "coisa" está feia e as necessidades são muitas.

   Esta gente desconhece que os dirigentes europeus estão quase todas as semanas a reunir-se para resolver o problema. Desconhecem igualmente que já se fala disso há mais de quatro anos. Sabe bem reunir, comemorar em banquetes, beber uns copos e cumprimentar os amigos, enquanto a mídia os filma, entrevista, bajula. Não lhes falta nem pão, nem vinho na mesa e os maridos e filhos, os pais e os enteados, não tem que ir para as trincheiras.

 Se fossem, já tinham percebido que a paz passa por deixar de querer fazer guerra aos russos.




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