
O alinhamento ideológico cego e as declarações intempestivas de figuras políticas de relevo continuam a cobrar um preço alto da credibilidade internacional do Brasil. O caso mais recente envolve o senador Flávio Bolsonaro, cuja atuação e posicionamentos públicos prestam um claro desserviço aos interesses estratégicos e comerciais do país. Em um cenário global complexo, onde o pragmatismo deveria ditar as regras do jogo, a insistência em ruídos diplomáticos desnecessários apenas isola o Brasil de parceiros comerciais históricos e vitais.
Enquanto os Bolsonaros prejudicam o Brasil com discursos polarizadores e posturas que afugentam investimentos, a verdadeira engrenagem do Estado precisa correr contra o tempo para conter o incêndio. Nos bastidores, longe dos holofotes das redes sociais e das polêmicas vazias, os diplomatas, líderes setoriais e técnicos brasileiros continuam empenhados em tentar minimizar os danos das tarifas e das barreiras comerciais que ameaçam a nossa economia.
É o triunfo do profissionalismo contra o amadorismo ideológico.
O corpo técnico do Itamaraty e os representantes dos principais setores produtivos nacionais — do agronegócio à indústria — demonstram um patriotismo real, aquele que se traduz em negociações duras, relatórios detalhados e diplomacia de alto nível para proteger o emprego e a renda dos brasileiros. É lamentável que o esforço hercúleo desses servidores e lideranças precise ser gasto não para avançar em novos acordos, mas para remediar os desastres provocados por quem deveria representar o país com responsabilidade. O Brasil não pode ser refém de projetos familiares que sabotam o próprio futuro da nação.
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